Mitsubishi Francis Hydratta QuasarLontra
novamente em destaque no circuito Brasil Wild
A equipe participou da prova longa de 210km e também no Super Short,
novamente com duas duplas. O podium foi garantido, com a 2a
colocação na longa, em uma bela prova de recuperação, e a dobradinha
na prova de 50km.
Leia a seguir relato da prova, feito pelo atleta Rodrigo Martins, e
também como foi à dupla conquista no short.
Por Rodrigo Martins
Essa foi minha terceira participação na equipe, dessa vez com nova
formação: Marina Verdini, Zé Luis, André Iervolino e eu. O navegador
principal da equipe, Rafael Campos, não pode ir, o que deixou a
responsabilidade em orientar e levar a equipe ao Zé Luis.
Seria 210Km na Serra da Canastra, um lugar com paisagens
espetaculares, com muito dinamismo entre as modalidades e muita
orientação, visto que haveria diversas opções de rota principalmente
nos trechos de bike. Começo de prova: trekking de 6 km descendo um
morro por trilhas rumo à represa. Como todo inicio de prova, a
ansiedade é grande e isso acaba por tirar a atenção da equipe para
as entradas e saídas corretas marcadas no mapa, e assim acabamos
passando reto pela entrada correta de uma trilha e perdendo minutos
preciosos. Chegamos à represa em 23º lugar.
Quando eu fui assinar o PC1, assinei na segunda folha de relatório,
o que me assustou e me fez perceber que teríamos que correr atrás do
prejuízo e recuperar o tempo perdido para alcançar as outras equi es.
Quando pegamos os ducks, pensamos: “Vamos fazer muita força agora
para alcançar os outros”. Começamos a remar, quando vejo o duck da
Marina e do André indo mais rápido, pensei: “Nossa, devia ter
treinando mais, estávamos fazendo força e não conseguíamos encostar
neles”. Mesmo pensamento do Zé Luis e comento com ele que o duck
está meio torto para a direita.
Paramos e verificamos que o duck estava vazando ar pela emenda.
Então amarramos o duck furado no duck cheio e fiquei eu, André e a
Marina remando no duck cheio e o Zé Luis no duck furado. Fizemos uma
portagem para ganhar tempo (4km carregando os ducks ao invés de 10km
remando). Chegamos à transição para o trekking entre as últimas
equipes, o que nos frustrou bastante. Fizemos o trekking de 22km
correndo para conseguir ultrapassar o maior número de equipes
possíveis, e o resultado veio: chegamos à transição para nova remada
em 12º.
Para o segundo trecho de remo com 12km, nosso apoio formado por
Djalma, Cris e Karina, conseguiu trocar o duck furado. No final do
trecho assinei a folha do PC em 9º. Transição rápida troca de roupa
e iniciamos a primeira etapa de bike de aproximadamente 40km.
Trecho longo, navegação perfeita e ainda um contra tempo com o pneu
do André que furou.
Fizemos muita força para tentar ultrapassar mais equipes (esse foi
nosso lema na prova) e assim, assinei o PC no meio do trecho da bike
em 4º lugar, apenas 20 minutos do 2º. e 3º. colocados e 1hora e meia
atrás do primeiro colocado. Isso nos deu motivação para continuar
forte e, no final desse trecho de bike, já durante a madrugada,
estávamos em 2º lugar.
Iniciamos o 3º. remo (13km) ainda à noite, com muito frio, mas que
acabou sendo suportável por que o pensamento era fazer força e mais
força, e nem dava tempo de pensar se estava frio ou não.
Navegação novamente perfeita, o Zé estava inspirado. Chegamos à
transição com 1h20min atrás do primeiro.
Inicio do 2º. trecho de bike (35 km). O frio estava cortando nossa
pele. Realmente sair molhado de um remo e entrar num pedal não é das
coisas mais agradáveis. Demoramos muito pra começar a esquentar.
Nesse trecho a corrente da minha bike quebrou. A tirolesa estava no
final desse trecho e eu e o André que fizemos. O visual era lindo, e
conseguimos terminar o trecho de bike a apenas 50 minutos da
primeira equipe.
Agora o penúltimo trekking (6km) muito técnico. Dessa vez eu ajudei
o Zé na navegação, conseguindo enxergar uma trilha que era a
correta. Logo no início tínhamos que atravessar a represa nadando
(+/- 300 m), mas valeu à pena, pois a água estava muito boa e deu
uma relaxada nas pernas. Fim do trekking e chegamos para o último
trecho de remo (6km) onde teríamos o rapel da prova. Nessa parte a
equipe tinha que ser dividida: dois deviam ir remando até o fim do
rapel e os outros dois correndo até o inicio do mesmo. Fizemos muita
força nesse trecho de remo, e nem acreditei que tiramos 10 minutos
nesse trecho da primeira equipe, chegando à transição com uma
diferença de 40minutos.
Iniciamos o último trekking da prova (10km) rumo ao Paraíso Perdido,
um lugar fantástico, com visual incrível, novamente sem erro de
navegação. O cansaço era visível em todos da equipe, mas era o
último trecho de trekking da prova, nenhum imprevisto. Sentamos na
transição, o apoio colocava a comida na nossa boca e falava: “COME”.
A gente nem pensava, só engolia a comida e pensava que já estava
terminando. faltava pouco..”Só” mais 50Km de bike.
Todos prontos, saímos para o último trecho de bike. Nesse trecho,
teríamos que fazer muita força para alcançar a primeira equipe, e
não poderíamos cometer nenhum erro. No começo do pedal, tínhamos uma
duvida sobre uma saída, e acabamos perdemos certo tempo em uma
entrada errada. O ritmo diminuiu depois desse erro, e a equipe só
pensava em terminar a prova. Paramos para comer algumas vezes,
estávamos bem relaxados e na verdade conformados com o segundo
lugar. A Marina com toda sua experiência e tentando fazer de tudo
pra nos motivar e o ritmo da equipe melhorar, após contato com um
local na estrada, nos disse que estávamos próximos da equipe líder.
Isso nos deu um ânimo que fez com que tirássemos forças do além,
principalmente para tentar alcançar a equipe SOS Mata Atlântica.
Descíamos a mais de 50km/h no meio da neblina e da poeira, tínhamos
que alcançar a equipe de qualquer jeito. Parecíamos loucos, qualquer
buraco ou pedra na nossa frente poderia ocasionar um acidente muito
grave, mas a adrenalina era tanta que nem isso importava, tínhamos
que alcançar a primeira equipe.
Por fim não conseguimos alcança-los e chegamos apenas 12 minutos
atrás da equipe campeã, a SOS Mata Atlântica que fez um excelente
prova também. Mesmo assim posso dizer que foi um segundo com
gostinho de primeiro... por todas as dificuldades que passamos e
todo nosso poder de superação.
Valeu muito a pena e com certeza tiramos uma lição: “Nunca desistir
em hipótese alguma”.
Obrigado ao nosso apoio que foi imprescindível para sair de último e
terminar a prova em 2º. Ao Zé Luis que mandou muito bem na
navegação, e teve uma responsabilidade muito grande em substituir o
Rafael, à Marina, forte como sempre, e ao André que evoluiu muito em
relação à primeira etapa, em Monte Verde. Prova maravilhosa, o
Brasil é um país lindo, cheios de “Paraísos Perdidos”. Parabéns aos
organizadores pela prova.
Valeu MITSUBISHI FRANCIS HYDRATTA QUASARLONTRA, agora à decisão é na
última etapa do circuito.
Rodrigo Martins - TRATOR
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“Vitória e alegria em dobro no Super Short”
Depois de uma disputa acirrada, alternando a liderança entre si e
com a equipe mineira Braciclo Adventure, a Mitsubishi Francis Lontra
Radical e a Mitsubishi Francis QuasarLontra 2010, chegaram juntas em
primeiro lugar no Super Short na Serra da Canastra. As duas equipes
só se uniram a poucos quilômetros da chegada, no último trecho de
trekking.
A alegria foi grande, pois estavam juntas várias “gerações” de
corredores de aventura: desde Victor Lopes, 47 anos e com 61
corridas de aventura no currículo, fazendo dupla com Xuxa, até
Fabrizio Filho, de 13 anos, que correu pela segunda vez fazendo
dupla com seu pai, Fabrizio. A equipe de Fabrizio e seu filho chegou
a acumular uma liderança de 14 minutos graças a uma estratégia de
navegação mais acertada, mas que não foi suficiente para superar a
força de Victor e Xuxa em uma prova que durou 7 horas. Na primeira
etapa do Super Short a Mitsubishi Lontra Radical de Victor e Xuxa
foi a campeã e a Mitsubishi QuasarLontra 2010 de Fabrizio e Fabrizio
Filho foi a vice.”
A próxima etapa da Brasil Wild será em setembro, mas antes disso, a
equipe representará o Brasil no campeonato Mundial de corrida de
aventura, na Suécia.
Até lá!!