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AVENTURA - MPR Assessoria Esportiva
Circuito BrasilWild - 2a Etapa - 15/06/2006

Mitsubishi Francis Hydratta QuasarLontra novamente em destaque no circuito Brasil Wild

A equipe participou da prova longa de 210km e também no Super Short, novamente com duas duplas. O podium foi garantido, com a 2a colocação na longa, em uma bela prova de recuperação, e a dobradinha na prova de 50km.
Leia a seguir relato da prova, feito pelo atleta Rodrigo Martins, e também como foi à dupla conquista no short.

Por Rodrigo Martins


Essa foi minha terceira participação na equipe, dessa vez com nova formação: Marina Verdini, Zé Luis, André Iervolino e eu. O navegador principal da equipe, Rafael Campos, não pode ir, o que deixou a responsabilidade em orientar e levar a equipe ao Zé Luis.

Seria 210Km na Serra da Canastra, um lugar com paisagens espetaculares, com muito dinamismo entre as modalidades e muita orientação, visto que haveria diversas opções de rota principalmente nos trechos de bike. Começo de prova: trekking de 6 km descendo um morro por trilhas rumo à represa. Como todo inicio de prova, a ansiedade é grande e isso acaba por tirar a atenção da equipe para as entradas e saídas corretas marcadas no mapa, e assim acabamos passando reto pela entrada correta de uma trilha e perdendo minutos preciosos. Chegamos à represa em 23º lugar.

Quando eu fui assinar o PC1, assinei na segunda folha de relatório, o que me assustou e me fez perceber que teríamos que correr atrás do prejuízo e recuperar o tempo perdido para alcançar as outras equi es. Quando pegamos os ducks, pensamos: “Vamos fazer muita força agora para alcançar os outros”. Começamos a remar, quando vejo o duck da Marina e do André indo mais rápido, pensei: “Nossa, devia ter treinando mais, estávamos fazendo força e não conseguíamos encostar neles”. Mesmo pensamento do Zé Luis e comento com ele que o duck está meio torto para a direita.
Paramos e verificamos que o duck estava vazando ar pela emenda. Então amarramos o duck furado no duck cheio e fiquei eu, André e a Marina remando no duck cheio e o Zé Luis no duck furado. Fizemos uma portagem para ganhar tempo (4km carregando os ducks ao invés de 10km remando). Chegamos à transição para o trekking entre as últimas equipes, o que nos frustrou bastante. Fizemos o trekking de 22km correndo para conseguir ultrapassar o maior número de equipes possíveis, e o resultado veio: chegamos à transição para nova remada em 12º.
Para o segundo trecho de remo com 12km, nosso apoio formado por Djalma, Cris e Karina, conseguiu trocar o duck furado. No final do trecho assinei a folha do PC em 9º. Transição rápida troca de roupa e iniciamos a primeira etapa de bike de aproximadamente 40km.
Trecho longo, navegação perfeita e ainda um contra tempo com o pneu do André que furou.
Fizemos muita força para tentar ultrapassar mais equipes (esse foi nosso lema na prova) e assim, assinei o PC no meio do trecho da bike em 4º lugar, apenas 20 minutos do 2º. e 3º. colocados e 1hora e meia atrás do primeiro colocado. Isso nos deu motivação para continuar forte e, no final desse trecho de bike, já durante a madrugada, estávamos em 2º lugar.
Iniciamos o 3º. remo (13km) ainda à noite, com muito frio, mas que acabou sendo suportável por que o pensamento era fazer força e mais força, e nem dava tempo de pensar se estava frio ou não.

Navegação novamente perfeita, o Zé estava inspirado. Chegamos à transição com 1h20min atrás do primeiro.

Inicio do 2º. trecho de bike (35 km). O frio estava cortando nossa pele. Realmente sair molhado de um remo e entrar num pedal não é das coisas mais agradáveis. Demoramos muito pra começar a esquentar. Nesse trecho a corrente da minha bike quebrou. A tirolesa estava no final desse trecho e eu e o André que fizemos. O visual era lindo, e conseguimos terminar o trecho de bike a apenas 50 minutos da primeira equipe.
Agora o penúltimo trekking (6km) muito técnico. Dessa vez eu ajudei o Zé na navegação, conseguindo enxergar uma trilha que era a correta. Logo no início tínhamos que atravessar a represa nadando (+/- 300 m), mas valeu à pena, pois a água estava muito boa e deu uma relaxada nas pernas. Fim do trekking e chegamos para o último trecho de remo (6km) onde teríamos o rapel da prova. Nessa parte a equipe tinha que ser dividida: dois deviam ir remando até o fim do rapel e os outros dois correndo até o inicio do mesmo. Fizemos muita força nesse trecho de remo, e nem acreditei que tiramos 10 minutos nesse trecho da primeira equipe, chegando à transição com uma diferença de 40minutos.
Iniciamos o último trekking da prova (10km) rumo ao Paraíso Perdido, um lugar fantástico, com visual incrível, novamente sem erro de navegação. O cansaço era visível em todos da equipe, mas era o último trecho de trekking da prova, nenhum imprevisto. Sentamos na transição, o apoio colocava a comida na nossa boca e falava: “COME”. A gente nem pensava, só engolia a comida e pensava que já estava terminando. faltava pouco..”Só” mais 50Km de bike.
Todos prontos, saímos para o último trecho de bike. Nesse trecho, teríamos que fazer muita força para alcançar a primeira equipe, e não poderíamos cometer nenhum erro. No começo do pedal, tínhamos uma duvida sobre uma saída, e acabamos perdemos certo tempo em uma entrada errada. O ritmo diminuiu depois desse erro, e a equipe só pensava em terminar a prova. Paramos para comer algumas vezes, estávamos bem relaxados e na verdade conformados com o segundo lugar. A Marina com toda sua experiência e tentando fazer de tudo pra nos motivar e o ritmo da equipe melhorar, após contato com um local na estrada, nos disse que estávamos próximos da equipe líder. Isso nos deu um ânimo que fez com que tirássemos forças do além, principalmente para tentar alcançar a equipe SOS Mata Atlântica.
Descíamos a mais de 50km/h no meio da neblina e da poeira, tínhamos que alcançar a equipe de qualquer jeito. Parecíamos loucos, qualquer buraco ou pedra na nossa frente poderia ocasionar um acidente muito grave, mas a adrenalina era tanta que nem isso importava, tínhamos que alcançar a primeira equipe.
Por fim não conseguimos alcança-los e chegamos apenas 12 minutos atrás da equipe campeã, a SOS Mata Atlântica que fez um excelente prova também. Mesmo assim posso dizer que foi um segundo com gostinho de primeiro... por todas as dificuldades que passamos e todo nosso poder de superação.
Valeu muito a pena e com certeza tiramos uma lição: “Nunca desistir em hipótese alguma”.


Obrigado ao nosso apoio que foi imprescindível para sair de último e terminar a prova em 2º. Ao Zé Luis que mandou muito bem na navegação, e teve uma responsabilidade muito grande em substituir o Rafael, à Marina, forte como sempre, e ao André que evoluiu muito em relação à primeira etapa, em Monte Verde. Prova maravilhosa, o Brasil é um país lindo, cheios de “Paraísos Perdidos”. Parabéns aos organizadores pela prova.

Valeu MITSUBISHI FRANCIS HYDRATTA QUASARLONTRA, agora à decisão é na última etapa do circuito.

Rodrigo Martins - TRATOR

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“Vitória e alegria em dobro no Super Short”
 Depois de uma disputa acirrada, alternando a liderança entre si e com a equipe mineira Braciclo Adventure, a Mitsubishi Francis Lontra Radical e a Mitsubishi Francis QuasarLontra 2010, chegaram juntas em primeiro lugar no Super Short na Serra da Canastra. As duas equipes só se uniram a poucos quilômetros da chegada, no último trecho de trekking.
A alegria foi grande, pois estavam juntas várias “gerações” de corredores de aventura: desde Victor Lopes, 47 anos e com 61 corridas de aventura no currículo, fazendo dupla com Xuxa, até Fabrizio Filho, de 13 anos, que correu pela segunda vez fazendo dupla com seu pai, Fabrizio. A equipe de Fabrizio e seu filho chegou a acumular uma liderança de 14 minutos graças a uma estratégia de navegação mais acertada, mas que não foi suficiente para superar a força de Victor e Xuxa em uma prova que durou 7 horas. Na primeira etapa do Super Short a Mitsubishi Lontra Radical de Victor e Xuxa foi a campeã e a Mitsubishi QuasarLontra 2010 de Fabrizio e Fabrizio Filho foi a vice.”

A próxima etapa da Brasil Wild será em setembro, mas antes disso, a equipe representará o Brasil no campeonato Mundial de corrida de aventura, na Suécia.
Até lá!!
 

Matérias anteriores:
 
- Adventure Camp 05
- Brasil Wild 2005

- Nissan X-Terra 2005
- Empório Aventura



 










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