ULTIMA ETAPA –
24H – PARAIBUNA – MARESIAS – 180Km
Esta corrida
pra mim foi muito especial, venho de uma lesão nos dois
calcanhares e estava parado haviam
dois meses e meio sem correr, tive que ficar parado para
descansar. Muito encanado, entrei na prova com um pouco de
insegurança, não sabia se ia piorar ou não e achava que talvez
não estivesse preparado para voltar em uma corrida tão dura
assim, mas não tinha jeito. Tive que correr, apesar de ser a
ultima etapa de um circuito que não participamos no ano passado
era importante para dar inicio ao ano e entrar em ritmo de
prova. Então vamos ao que interessa:
Largada as
4:30 da manhã de sexta para sábado, pela primeira vez teve três
baterias de largada em uma prova de aventura e largamos na
primeira, fizemos o melhor tempo na seção de verticais no
shopping market
place na sexta a tarde nos
dando este direito. A largada foi uma corrida de uns 6 km para
chegar a um remo de aproximadamente 23km, fizemos 04:30h
de remo sem parar.

Saímos
da água em terceiro com uma diferença de 3 min para o primeiro,
isso era aproximadamente 10:00h da
manhã. Saímos então para um trekking
de uns 18km e logo no PC4 estávamos
em segundo.

Do
PC4 para o PC5
fizemos uma opção de navegação para cortar caminho e nos demos
mal, pegamos a bike em quinto lugar.
Começamos então a ter que fazer muita força para recuperar! Eram
uns 30 km de muita lama, subida e trechos bem técnicos.Chegamos
então nas verticais, no meio da bike
em terceiro, enquanto o Rafa e o
Vitor faziam um treking de 2km para
ir e 2km para voltar eu e a Dri
arrumávamos equipamentos e dávamos uma descansada.

Saímos
então para ultima bike, 55km,
estrada da Petrobrás. Um pedal muito duro, com chuva e lama
então ainda pior, era estimado aproximadamente 6h de pedal. No
PC 10 estávamos a 10min dos lideres, neste momento eu não estava
muito bem, estava meio lento, acho que meu psicológico deu uma
caída e eu demorei umas duas horas para voltar no pique de novo,
nesta hora o Rafa me ajudou muito,
empurrando e conversando. Retomada as forças começamos a fazer
força, voltar a recuperar eram muitos
downhills, neste momento eu já estava sem freios e em um
downhill tomei um mega
tombo, voei por cima da
bike e cai de cabeça, pensei que
tinha quebrado a costela, mas estava tudo bem, só um pouco
dolorido. Quando chegamos a Petrobrás, faltavam 12km para o PC a
bike do Rafa
quebrou, perdeu um pedal e quebrou o QUADRO!

Tentamos de
tudo, pedalei na bike quebrada, ele
andou tipo patinete, mas acabou
chegando no PC correndo e empurrando a bike
a 15 min dos lideres. Insano, isso era 21:30hs.

Como a chuva
não parava desde a largada o percurso da corrida foi alterado.
O treking que
chegaria em Guaecá para depois irmos
remando até Maresias foi trocado por um
treking até Maresias,
aproximadamente 6h de treking. Este
treking chegava em Boiçucanga
e depois íamos pelo oleoduto até Maresias. Este
treking pra gente foi muito
estranho, vínhamos em terceiro e no meio do
treking que era bem complicado vimos umas
6 luzes meio perdidas, imediatamente
deitamos no chão e nos escondemos, fizemos um pedaço da trilha
no escuro para despistar e achávamos que estávamos pelo menos em
segundo lugar, quando chegamos em
Boiçucanga
nos falaram que as duas equipes haviam passado e ai ficamos sem
entender pois havíamos passado as luzes e elas foram em sentido
contrário ao nosso, foi ai que descobrimos que era staff que
estava colocando a equipe perdida na trilha. Assim é complicado
e desmotivador. Fizemos o ultimo
treking até Maresias bem desanimados
e chegamos as 4:20hs de domingo.
Provinha dura viu! Quanto aos calcanhares eles estão bem, doeu
tudo, até a alma, menos eles. Mas valeu a pena..!!!!