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DOR MUSCULAR? BAIXO RENDIMENTO?

O PROBLEMA PODE ESTAR NA SUA BOCA

Por Dr. César Donadio  

Você deve estar estranhando. Mas é verdade! Todo mundo sabe que o cuidado com a saúde para quem pratica um esporte – seja profissional ou amador – é fundamental para que se tenha um bom desempenho. Pois o mesmo se pode dizer com relação à saúde bucal. Ela também é imprescindível para que os esportistas melhorem sua condição. 

   A especialidade que cuida da saúde bucal de atletas é a Odontologia Desportiva. Bastante conhecida e aplicada no exterior, ainda engatinha em terras brasileiras. Infelizmente, muitos ainda consideram a saúde bucal como algo à parte, que não merece tanta atenção quanto o condicionamento físico ou a alimentação.

   A grande diferença da Odontologia Desportiva para a convencional é que o profissional especialista em esporte conhece a cabeça do atleta. Muitas pessoas apresentam dores nas costas e o médico trata como problema muscular, sendo que a causa pode ser odontológica. Neste caso, a pessoa não melhora e ela e o médico não entendem o porquê da não recuperação. Quando uma pessoa tem algum problema na boca, ela leva até duas vezes mais tempo para se recuperar, pois o sistema de defesa do organismo ficará dividido entre a lesão da boca e a física.

   A importância da saúde bucal para um bom desempenho do esportista está relacionada ao fato dos problemas bucais influenciarem diretamente outros problemas de saúde, como os respiratórios e circulatórios. Um problema ortodôntico pode levar a uma respiração bucal, que é completamente inapropriada a um atleta, que pode apresentar uma queda de 21% em seu rendimento físico.

   O rendimento de um atleta pode diminuir por vários motivos, entre eles:

Foco infeccioso na boca - o que representa o comprometimento da saúde dos dentes (um canal aberto significa 17% de queda no condicionamento) e/ou no periodonto (gengiva e tecidos de sustentação) e de outros órgãos do corpo, espalhando-se através da corrente sanguínea, provocando risco para o coração, lesões nas articulações e dificuldade de recuperação em lesões musculares.

Má oclusão - o que gera problemas de mastigação, podendo prejudicar a absorção dos nutrientes, assim como pode provocar desequilíbrios musculares e problemas na articulação têmporo-mandibular.

Dor e desconforto - que são suficientes para prejudicar o desempenho e a concentração. Uma simples dor de dente pode fazer a diferença em um prova decisiva.

   Um dos pontos que o profissional de Odontologia Desportiva também deve observar com bastante atenção são as restaurações. Como os atletas estão mais suscetíveis a choques e traumas durante a atividade esportiva, não é recomendado realizar restaurações metálicas. É melhor utilizar um material que não seja tão duro, como a resina. Assim, em caso de algum acidente, somente a restauração se quebraria, não afetando a integridade do dente. 

   Uma das soluções para prevenir as lesões bucais seria a utilização de protetores. Um estudo realizado pela Academia Norte-Americana de Odontologia Desportiva mostrou que o uso de protetores bucais durante a prática esportiva pode reduzir em até 80% o risco de perdas dentárias.

   Esportes radicais (mountain bike, moto-cross, hockey inline, patins inline, skate, etc), artes marciais (judô, jiu-jitsu, katatê), lutas (greco-romana, sumô) e esportes de quadra (voleibol, handebol, futebol de salão, etc), são os que mais expõe os atletas a fraturas dentais. Nestes esportes o risco de sofrer contusões orofaciais durante a carreira variam de 33% a 56%, pois são esportes de contato e de grande competitividade.

 

   Algumas pesquisas realizadas demonstram que os traumas desportivos correspondem ao terceiro atendimento de traumas na face e chegam a ser um problema de saúde pública, pois podem levar a perda dental imediata (momento do acidente) ou mediata (no decorrer do tratamento ou anos após).

   Segundo a National Youth Sports Foundationm cerca de 5 milhões de dentes são perdidos por ano em atividades esportivas.

   Segundo a ADA – American Dental Association, pelo menos 200 mil traumas são evitados graças a prevenção destes acidentes fazendo-se o uso de protetores bucais.

   Dr. César Donadio é cirurgião bucomaxilofacial e presidente da ABRODESP – Associação Brasileira de Odontologia Desportiva.

 

Sementes e Oleaginosas mocinhas ou vilãs?

Por serem ricas em gorduras boas as sementes (de linhaça, girassol , gergelim e abóbora) e oleaginosas (nozes, amêndoas,castanhas em geral, pistache, macadâmia, avelã) muitas vezes são evitadas por aqueles que tem medo de engordar porém o que precisamos saber é que além de conter gordura boa que eleva a taxa de colesterol bom (HDL) impedindo os efeitos nocivos do colesterol ruim (LDL), as sementes e oleaginosas diminuem o risco de formação de tumores e doenças do coração devido ao ácido alpha linoleico que possuem .

Esses alimentos agem também como antioxidantes e ajudam a preservar a vitamina C no corpo. A melhor fonte vegetal de omega 3 é a semente de linhaça orgânica que pode ser batida no suco ou vitamina ou consumida na forma de óleo usado para temperar saladas.

A castanha do Pará contém grandes quantidades de selênio, uma castanha por dia pode abaixa a pressão, aumentar a imunidade e diminuir as chances de desenvolvimento de alguns tipos de cancer.

Dica: Ricas em proteína, vitamina E e fibras as sementes e oleginosas devem ser consumidas cruas de preferência deixadas de molho em água mineral da noite para o dia.


Clinica Zoe - Al.Ministro Rocha Azevedo,1327 Tel.3085-4809/3083-7490

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