Conheça os benefícios do Deep Running
Deep running consiste na simulação de uma corrida na parte funda
de uma piscina com o uso de um cinto ou colete de flutuação. O
atleta pode permanecer ligado a uma linha, correndo no mesmo
lugar, ou efetivamente deslocar-se pela piscina durante o treino.
A permanência no lugar facilita a monitoração do treino pelo
médico ou pelo técnico. Não há contato com o fundo, eliminando
qualquer tipo de impacto. A ausência de carga nas articulações
faz desse o método ideal para reabilitação ou condicionamento do
atleta lesado, principalmente aquele com lesão em tornozelo, pé
e joelho, pois, para ele, a corrida no solo é contra-indicada.
Alguns pontos positivos da incorporação do deep running no
programa de treinamento são expostos a seguir:
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Melhora ou manutenção do condicionamento sem impacto;
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Melhora técnica/biomecânica, especialmente dos membros
superiores, para a corrida;
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Controle da temperatura;
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Recuperação ativa após competições ou treinos mais intensos;
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Novo estímulo, pois treinos fixos são geralmente tediosos;
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Componente social, que permite que corredores de todos os
níveis treinem juntos.
Princípios da hidroterapia:
Flutuação
Permite que haja menor pressão e estresse nos ossos, nas
articulações, nos músculos e nos tendões.
Resistência
A maior densidade da água dá mais resistência aos movimentos,
aumentando a demanda cardiorrespiratória.
Pressão hidrostática
A pressão exercida pela água no corpo do atleta promove uma
melhora no retorno venoso, facilitando o trabalho cardíaco (a
pressão exercida no sistema venoso facilita o retorno do sangue
ao coração).
Calor específico
É a quantidade de calor necessária para aumentar a temperatura
de uma substância em 1 grau centígrado. O calor específico da
água é muito maior do que o do ar; portanto, a perda de calor na
água também é muito maior do que no ar para uma mesma
temperatura.
A temperatura ideal gira ao redor de 28 a 30 graus.
Biomecânica do deep running
A forma de correr sob a água deve ser o mais próxima possível da
técnica utilizada no solo. A ausência de carga e a adição de
resistência ao movimento fazem com que haja uma alteração na
contribuição de cada grupo muscular para a corrida. A técnica
deve visar ao uso dos mesmos grupos musculares da corrida no
solo.
As instruções a seguir auxiliam o atleta a manter a postura
adequada durante o deep running:
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A superfície deve estar bem alinhada com os ombros. A boca
deve manter-se confortavelmente fora da água, sem a
necessidade de extensão da coluna cervical. Deve-se olhar
para frente, evitando flexão cervical;
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O corpo deve inclinar-se levemente para frente, mantendo a
coluna em posição neutra;
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O movimento dos braços deve ser igual ao do solo, com o
movimento primário concentrado nos ombros;
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A flexão do quadril deve alcançar de 60 a 80 graus. Enquanto
o quadril está sendo fletido, a perna acompanha, devendo
estar perpendicular com o horizonte ao fim da flexão do
quadril. Na continuação, o quadril e o joelho são estendidos,
devendo o joelho alcançar a extensão máxima quando o quadril
estiver em posição neutra. A seguir, durante a extensão do
quadril, o joelho é novamente fletido. A dorsiflexão e a
flexão plantar do tornozelo e supinação e pronação dos pés
acompanham naturalmente o movimento.